
Senhorial demanda,
via sacra dos mortais...
Com dono ausente caminham,
Em torpel agitam-se na alvorada,
Com pressa de coisa nenhuma dançam,
Ao som da canção mais triste.
Dizem que chegam onde não querem.
Toscos e torpes avançam,
no caminho uns dos outros;
E outros sem caminho de nenhum.
Sapatos sem gente dentro,
Almas sem gente por fora.
Passam sem cautela pelo homem que as vende,
Com olhos gentis que já não vêem;
E pele seca que já não sente.
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